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UFPE destaca o centenário de Amaro José do Rêgo Pereira
Professor foi um dos grandes nomes da História da Engenharia em Pernambuco
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) relembra amanhã (18) o centenário de nascimento de Amaro José do Rêgo Pereira, que foi diretor da Escola de Engenharia de Pernambuco nos anos de 1971 e 1972 e também chefiou, por quase duas décadas, o atual Departamento de Engenharia Civil da UFPE. “Ele foi muito importante nas várias transições, nas datas chaves da História da Engenharia. É uma honra para a Universidade, no centenário do seu nascimento, poder comemorar e fazer o reconhecimento do trabalho que formou tantos profissionais da Engenharia pernambucana e brasileira”, afirmou o reitor Anísio Brasileiro.
Engenheiro Civil graduado pela Escola de Engenharia de Pernambuco (atual Centro de Tecnologia e Geociências/Escola de Engenharia de Pernambuco) em 1939, o professor catedrático da Universidade ingressou na instituição como docente do magistério superior no dia 4 de abril de 1944. O motivo do afastamento da instituição foi o falecimento, inesperado, após um dia de trabalho, no dia 31 de maio de 1986. “Doutor Amaro Pereira, como era conhecido, foi uma figura extremamente importante. Podemos dizer que ele esteve à frente do seu tempo, nos vários momentos históricos da UFPE e da Engenharia”, afirmou o reitor Anísio Brasileiro, que conviveu com o docente.
Antes de ingressar como professor da Universidade, entre os anos de 1940 e 1942, Amaro José do Rêgo Pereira foi, sucessivamente, engenheiro da The Great Western of Brazil Railway Compang Limited e da Diretoria de Viação e Obras Públicas de Pernambuco. Em seguida, entre os anos de 1942 e 1944, foi engenheiro do Departamento de Saúde Pública de Pernambuco, exercendo a função de inspetor de Engenharia Sanitária.
O professor e engenheiro teve importância também como pesquisador. Estagiou, entre 1958 e 1959, em Lisboa, e, nos anos de 1959 e 1960, em Munique, estudando teoria e prática de Modelos Reduzidos, de Elasticidade e de Ótica das Tensões. Publicou resultados de dezenas de pesquisas e estudos e participou de cerca de vinte bancas examinadoras para o magistério superior.
“Ele se formou na Escola de Engenharia, na rua do Hospício, em 1939. Viu a criação da Universidade do Recife, em 1946. Em 1950, assumiu como catedrático da cadeira de resistência dos materiais e da cadeira de materiais de construção. Isso significa que ele tinha importância como líder, mas também como um engenheiro profissional, trabalhando na fronteira, porque, alguns anos depois, ele passou um tempo na Europa e desenvolveu uma pesquisa, sobretudo na área de madeiras”, destacou Anísio Brasileiro.
HOMENAGEM – Atualmente, o professor foi homenageado como um dos patronos da Academia Pernambucana de Engenharia, fundada em dezembro de 2017. Entidade de natureza privada, sem fins lucrativos, a instituição atua como associação de caráter técnico, científico e cultural, que tem o objetivo de contribuir para que a sociedade e o Estado de Pernambuco sejam servidos por uma engenharia competente, inovadora, ética e sustentável.